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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Quem sou?"



Hehe, já me fiz muito essa pergunta...Mas creio que a resposta seja pela via "Negativa" como Exemplo: "Que não sou?".Refletindo, e foi preciso algum tempo, entendi que não "Sou" o Celso, Não "Sou" Pisciano e nem Motorista.

Isso tudo, ou essas informações, são dados que adquiri seja por influencia da sociedade ou até "Planetária" que formam uma história pessoal.

E quanto mais alimento essa história mas difícil fica para manter e carregar.

Seguindo o raciocínio... Toda história tem um personagem e o que ocorre é que de tanto encenar desde pequeno acabo por acreditar que sou isso..ou aquilo..isso quando a sociedade ou a mídia não escolhe por mim!

Logo posso afirmar que não sou o que A sociedade vê. exemplo: Celso,Casado,26 Anos, Motorista...Não mesmo!

Isso meu Amigo é meu personagem! E o palco é o que chamamos de Vida!

Nessa vida o enredo muda constantemente afinal contar a mesma história enjoa..né?

Por isso vivemos oscilando..entre alegria e tristeza...mas ambas não são reais...

Porque? Simples..são passageiras...e tudo que passa não é "Real" no sentido "Real" da palavra.

O que faço? Simplesmente procuro encenar cada dia como se fosse minha ultima apresentação pois como no palco temos agradar sempre alguém...

Mas aqui..dentro...de onde brota a conciencia..nada disso é preciso...não existe o que provar..e nem recompensa...em verdade..nada que é passageiro tem sua morada aqui...

O equilíbrio é forma mais próxima do real nesse palco..pois nem se abalando com tristezas nem festejando com alegrias estamos perto do "Real".

Mas o "Real" em si..somente o Silencio pode expressar e nesse ponto me calo...


Fr. Osiris

O som do Silêncio

Estava a ver um pouco de TV (coisa rara...rs...) quando ouvi uma música que mexeu com meus instintos.
A música é Tema do Filme Watchmen na TNT.
Pesquisei por ela e adorei a tradução.
Segue a baixo:



Olá escuridão, minha velha amiga



Eu vim para conversar contigo novamente


Por causa de uma visão que se aproxima suavemente


Deixou suas sementes enquanto eu estava dormindo


E a visão que foi plantada em meu cérebro


Ainda permanece


Entre o som do silêncio




Em sonhos agitados eu caminho só


Em ruas estreitas de paralelepípedos


Sob a auréola de uma lamparina de rua


Virei meu colarinho para proteger do frio e umidade


Quando meus olhos foram apunhalados pelo lampejo de uma luz de néon


Que rachou a noite


E tocou o som do silêncio





E na luz nua eu vi


Dez mil pessoas talvez mais


Pessoas conversando sem falar


Pessoas ouvindo sem escutar


Pessoas escrevendo canções que vozes jamais compartilharam


Ninguém ousou


Perturbar o som do silêncio





"Tolos," eu disse, "vocês não sabem"


O silêncio como um câncer que cresce


Ouçam minhas palavras que eu posso lhes ensinar


Tomem meus braços que eu posso lhes estender"


Mas minhas palavras


Como silenciosas gotas de chuva caíram


E ecoaram no poço do silêncio





E as pessoas curvaram-se e rezaram


Ao Deus de néon que elas criaram


E um sinal faiscou o seu aviso


Nas palavras que estavam se formando


E o sinal disse, "As palavras dos profetas estão escritas nas paredes do metrô


E corredores de habitações"


E sussurraram no som do silêncio
 
Fr. Osiris